Redução da escala de trabalho gera incerteza
A indústria da construção gerou 23.525 novos empregos em abril no país, uma variação de 0,77% em relação ao número de empregados no setor em março. No ano, o setor abriu 143.547 vagas com carteira assinada (+4,87%); no acumulado de 12 meses até abril, 96.316 (+3,54%).
Já o saldo entre admissões e demissões em todos os setores da atividade econômica no país resultou na abertura de 85.888 empregos em abril. Portanto, a construção gerou 27% dos novos postos de trabalho criados naquele mês. Os dados são do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), e foram divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego em 28 de maio.
De acordo com Yorki Estefan, presidente do SindusCon-SP, as contratações no primeiro quadrimestre finalmente repuseram todas as vagas fechadas na construção no último trimestre de 2025. “Mas se a redução da escala de trabalho for imposta, o ritmo de crescimento do emprego no setor poderá ser afetado. Em alguns casos pode ocorrer até desemprego, com empresas sem condições de bancar o custo financeiro da mudança de reduzir o ritmo da produção com manutenção dos salários. O ideal é que o debate sobre a questão seja aprofundado no Senado, ouvindo-se os setores produtivos, e não que a PEC seja aprovada a toque de caixa”, afirma.
A construção foi o segundo setor da economia que mais abriu vagas em abril, atrás dos serviços (+69.601 empregos) e na frente da indústria (+9.256). O comércio fechou 8.114 postos de trabalho e a agropecuária, 8.378.
Nas atividades imobiliárias do setor de serviços (incorporação imobiliária), foram abertos 669 empregos em abril – variação de 0,33% em relação a março. No ano, foram 2.973 (+1,47%) e no acumulado de 12 meses, 5.225 (+2,61%).
Estoque
Ao final de abril, a construção empregava 3,093 milhões de trabalhadores com carteira assinada no país, de acordo com o Novo Caged.
Por Estados
A indústria da construção no Estado de São Paulo criou 2.033 empregos em abril.
Além de São Paulo, os Estados que mais geraram empregos no setor no mês foram Minas Gerais (+3.685), Bahia (+3.124), Rio de Janeiro (+1.939), Mato Grosso (+1.871), Santa Catarina (+1.853), Pernambuco (+1.819) e Goiás (+1.745).
Roraima e Mato Grosso do Sul registraram saldos negativos entre admissões e demissões de trabalhadores.
Fonte: Sinduscon-SP — Por Rafael Marko —28/05/2025