Percepção da situação atual dos negócios piorou
O Índice de Confiança da Construção (ICST) caiu 0,9 ponto em junho, para 91,7 pontos. Em médias móveis trimestrais, o índice decresceu 0,6 ponto, para 92,3 pontos.
Os dados são da Sondagem da Construção do FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas), com base em informações coletadas entre 1 e 22 de junho. A pontuação vai de 0 a 200, denotando confiança ou otimismo a partir de 100.
Segundo Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos da Construção do FGV Ibre, o sentimento de pessimismo moderado com o ambiente corrente de negócios prevaleceu com algumas oscilações, no primeiro semestre. “A forte elevação dos preços dos insumos, que afetou o orçamento das obras a partir de março, foi um fator que contribuiu para esse pessimismo. A maioria das empresas apontou redução do ritmo da atividade desde dezembro”, observa.
De acordo com a economista, “a já recorrente falta de trabalhadores permaneceu como o quesito que mais limitou o crescimento dos negócios, sugerindo que o setor continua operando em ritmo forte. Vale destacar também que houve avanço nas expectativas referentes à demanda esperada para os próximos meses. Seguindo esse movimento, as empresas apontam que o mercado de trabalho setorial permanecerá aquecido.”
Situação atual e expectativas
O movimento do Índice de Confiança da Construção (ICST) em junho foi influenciado exclusivamente pelo Índice de Situação Atual (ISA-CST), um de seus componentes. O ISA-CST recuou 1,7 ponto, alcançando 90,6 pontos, enquanto o Índice de Expectativas (IE-CST, o outro componente) se manteve estável em 92,9 pontos.
Entre os componentes do ISA, a Situação Atual dos Negócios registrou 88,8 pontos, uma queda de 2,2 pontos em relação ao mês anterior. A Carteira de Contratos caiu 1,2 ponto, para 92,6 pontos, na mesma comparação.
Entre os componentes do IE-CST, a Demanda Prevista registrou 95 pontos, recuando 0,7 ponto em relação ao mês anterior. Em contrapartida, a Tendência dos Negócios avançou para 90,8 pontos, crescendo 0,7 ponto comparado ao mês anterior.
Infraestrutura mais confiante
Na comparação com dezembro de 2025, o ICST registrou leve alta de 0,5 ponto.
Apesar da aparente estabilidade, o resultado reflete dinâmicas distintas entre os segmentos: Edificações e Serviços Especializados contribuíram para uma percepção mais negativa do ambiente de negócios, enquanto o segmento de infraestrutura, ao ampliar sua confiança, reforçou o bom momento dos investimentos na área.
Utilização da capacidade
O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) da Construção recuou 0,4 ponto percentual, para 77%.
O Nuci de Mão de Obra manteve-se estável em 78,7% enquanto o de Máquinas e Equipamentos recuou 0,4 p.p. para 71,9%.
Fonte: Sinduscon-SP — Por Rafael Marko — 25/06/2026