Expectativas dos empresários melhoram
O Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) da indústria da construção subiu 0,8 ponto, ao passar de 48,4 pontos em outubro para 49,2 pontos em novembro. Essa foi a terceira alta consecutiva do ICEI da construção, que acumula alta de 3,4 pontos no período. Os empresários ainda reportam falta de confiança, mas essa percepção está cada vez menos intensa e disseminada.
Os dados são da Sondagem da Construção da CNI (Confederação Nacional de Indústria), com base em informações coletadas junto a 301 empresas, sendo 115 pequenas, 125 médias e 61 grandes, de 3 a 12 de novembro. A pontuação vai de 0 a 100, denotando confiança ou otimismo a partir de 50.
Como no mês anterior, a evolução do índice deveu-se principalmente pela melhora das expectativas. Em novembro, o índice de expectativas aumentou 0,9 ponto e, com isso, passou de 50,7 pontos para 51,6 pontos. O índice mostra uma maior disseminação do otimismo do empresário da construção.
O otimismo em relação ao desempenho de suas próprias empresas nos próximos seis meses aumentou: o índice passou de 54,9 pontos para 55,6 pontos. Já no que diz respeito à economia brasileira, houve uma nova melhora do índice, que aumentou 1,3 ponto em novembro e agora acumula alta de 6,4 pontos nos últimos três meses. Ainda assim, o índice passou para 43,7 pontos, ou seja, apesar da melhora na percepção, ainda prevalece uma avaliação negativa.
Já o índice de condições atuais passou para 44,3 pontos em novembro após elevação de 0,5 ponto frente a outubro. A alta se deveu principalmente a avaliação das condições atuais da economia brasileira, que se tornou menos negativa. A avaliação com relação à empresa, por outro lado, piorou na passagem de outubro para novembro, recuando de 47,7 pontos para 47,1 pontos.
Expectativas não melhoram
Em novembro de 2025 a maioria dos índices de expectativa recuou, ao contrário do que havia ocorrido no mês anterior.
A exceção é o índice de expectativa de número de empregados, que havia recuado em outubro e se manteve inalterado em novembro, em 49,8 pontos. Assim, o índice permanece próximo da linha divisória, mas indicando expectativa de queda, ainda que moderada, do emprego.
O índice de expectativa de nível de atividade, que em outubro havia apresentado a maior alta (+1,7 ponto), registrou em novembro a maior queda entre os índices de expectativa (-2 pontos). Com isso, o índice caiu para 50,4 pontos, voltando a situar-se próximo da linha divisória. Mostrando uma expectativa moderada de alta do nível de atividade nos próximos seis meses.
Já o índice de expectativa de novos empreendimentos e serviços caiu 1,1 ponto, revertendo exatamente a alta do mês anterior. Com isso, o índice recuou para 49,2 pontos em novembro, voltando a cruzar a linha divisória, agora para abaixo desse patamar. Com isso, o indicador, que revelava expectativa de alta em outubro, voltou a indicar de queda do ritmo de lançamento de novos empreendimentos e serviços para os próximos meses.
O índice de expectativa de compras de matérias-primas recuou 0,7 ponto em novembro, após alta de 1,5 ponto no mês anterior. Com o recuo, o índice foi para 50,2 pontos, revelando expectativa de estabilidade das compras de insumos e matérias primas nos próximos meses, ante a expectativa de alta verificada em outubro.
Intenção de investir cai
O índice de intenção de investimentos caiu 1,3 ponto em novembro de 2025, de 43,6 pontos para 42,3 pontos. A queda interrompe sequência de duas altas consecutivas.
Nível de atividade cai e emprego sobe
Em outubro, o índice de evolução do nível de atividade da Indústria da construção ficou em 47,9 pontos, uma queda de 0,5 ponto na comparação com setembro. Com esse resultado, ele passou a situar-se praticamente na média para meses de outubro, que é de 47,8 pontos.
Já o índice de evolução do número de empregados no setor ficou em 47,5 pontos em outubro após uma alta de 0,4 ponto na comparação com setembro. Assim, ele ficou superior à média para o mês (46,5 pontos).
Capacidade Operacional estável
Em outubro de 2025, a Utilização da Capacidade Operacional (UCO) da indústria da construção manteve-se inalterada em 68%. A comparação com igual mês de 2024 demonstra queda de dois pontos percentuais.
Fonte: Sinduscon-SP – Por Rafael marko – 27/11/2025