Setor reúne 220 mil empregos formais e tem R$ 41 bilhões previstos em infraestrutura
A construção civil mantém posição estratégica na economia do estado do Rio de Janeiro, com mais de 220 mil empregos formais, o equivalente a cerca de 30% de todo o emprego industrial fluminense. Segundo dados da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), o setor movimenta aproximadamente R$ 25 bilhões por ano, responde por cerca de 2,4% da economia estadual e, no último ano, registrou avanço do PIB e saldo positivo na geração de postos de trabalho.
As perspectivas para os próximos anos também incluem uma carteira de aproximadamente R$ 41 bilhões em investimentos previstos para infraestrutura no Rio de Janeiro. Na avaliação da Firjan, a construção reúne o maior número de vocações produtivas identificadas no estado, característica que reforça o potencial de crescimento, abrangência e diversificação regional da atividade.
Já segundo a Pesquisa Mensal de Atividades em Serviços da Confederação Nacional de Serviços (CNS), o setor de serviços – conjuntamente com a construção civil – lidera o crescimento da economia brasileira e a expansão do emprego em 2026.
De acordo com a assessoria econômica da entidade, entre os segmentos dos serviços privados não financeiros, os prestados às empresas foram os responsáveis pela maior parte dos postos de trabalho abertos no acumulado de 2026: 246 mil. Os serviços prestados às famílias abriram 103 mil vagas.
O setor de energia, gás e saneamento apresentou um crescimento expressivo do número de vagas no acumulado do ano em relação a 2025: 7,2%. Os setores de serviços de transportes também cresceram (91 mil postos) no acumulado do ano de 2026 até julho e igual período de 2025.
Já os serviços de informação registraram aumento do emprego com abertura de 19,3 mil postos nos mesmos períodos. Somados, os serviços privados não financeiros responderam por 52,5% do total de empregos abertos no país, no acumulado do ano de 2026.
A pesquisa registra que o faturamento do setor de serviços cresceu 7,6% no acumulado do ano de 2026 até junho e igual período de 2025. Em termos reais, houve aumento de 5,3% em igual comparação. O segmento de serviços prestados às famílias veio registrando bons desempenhos, com aumento acumulado no ano de 8,7% em termos reais.
No acumulado do ano de 2026, três estados do Norte apresentaram queda de volume de vendas: Amazonas (-5,8%), Tocantins (-5,6%) e Pará (-1,2%) . Roraima, por sua vez, apresentou crescimento de 6,9% no acumulado do ano de 2026.
O desempenho da Região Nordeste foi bom. Apenas três estados tiveram quedas. Os destaques positivos foram: Alagoas (10,0%) e Sergipe (3,5%).
No acumulado do ano de 2026 até junho, o faturamento real dos serviços na região Sudeste foi positivo apenas em São Paulo, com crescimento de 4,0%. Minas Gerais apresentou queda de 0,9% nesse período.
No restante do país, destacam-se Distrito Federal e Mato Grosso com crescimento do faturamento real de 9,1% e 4,0%, respectivamente.
Fonte: Monitor Mercantil — Por Redação — 22/09/2026