Percepções melhoraram, apura o FGV-Ibre
O Índice de Confiança da Construção (ICST) subiu 2,1 pontos em março, para 93,6 pontos, recuperando parte da queda de fevereiro (-2,5 pontos). Na média móvel trimestral, o índice cresceu 0,8 ponto.
Os dados são da Sondagem da Construção do FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas), com base em informações coletadas de 742 empresas entre 2 e 23 de março. A pontuação vai de 0 a 200, denotando confiança ou otimismo a partir de 100.
De acordo com Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos da Construção do FGV Ibre, embora o cenário atual do setor siga “marcado por pessimismo moderado, com a escassez de mão de obra sendo um dos principais entraves aos negócios, o primeiro trimestre registra resultados mais favoráveis que os do último trimestre de 2025, confirmando projeções de retomada do crescimento”.
“Na comparação com o último trimestre de 2025, houve avanço dos indicadores de forma disseminada entre os segmentos setoriais, alavancada, especialmente por um maior otimismo em relação à demanda esperada para os próximos meses. O setor de infraestrutura mostrou maior otimismo, impulsionado pela expectativa de crescimento em 2026 com base em investimentos privados já contratados e no ciclo eleitoral”, comenta a economista.
Índices menos negativos
O ICST de março refletiu melhoras em seus dois componentes, o Índice de Situação Atual (ISA-CST) e o Índice de Expectativas (IE-CST).
O ISA-CST avançou 2,4 pontos, para 93,4 pontos, maior nível desde março de 2025 (93,9 pontos), e o IE-CST subiu 1,9 ponto, para 94,0 pontos. Os dois componentes do ISA-CST também avançaram: o indicador de situação atual dos negócios a cresceu 2 pontos, chegando aos 91,7 pontos, e o indicador de volume de carteira de contratos aumentou 2,8 pontos, para 95,2 pontos.
Nos componentes do IE-CST, o indicador de demanda prevista nos próximos três meses registrou alta de 2,5 pontos, alcançando 96,9 pontos, e o indicador de tendência dos negócios nos próximos seis meses teve alta menos contida, de 1,2 ponto, atingindo 91 pontos.
Mais emprego
Com o maior otimismo em relação à demanda dos próximos meses, aumentaram também as assinalações de mais contratação: em março, o percentual de empresas apontando que aumentarão o seu contingente de trabalhadores alcançou 26,8%, contra 10,7% que assinalaram que irão diminuir. “Dessa forma, o desafio de atender essa demanda pode aumentar nos próximos meses”, observa Ana Castelo.
Capacidade instalada
O Nuci (Nível de Utilização da Capacidade Instalada) da construção avançou 0,5 ponto percentual (p.p.), alcançando 77,6% no mês.
O Nuci de Mão de Obra registrou queda de 0,1 ponto (p.p.), passando para 78,6%; o de Máquinas e Equipamentos apresentou alta de 0,6 p.p., atingindo 72,3%.
Fonte: Sinduscon-SP – Por Rafael Marko – 26/03/2026