CUB sobe 0,28% em janeiro de 2026

Acumulado de 12 meses é de 4,19% no Estado de São Paulo

O Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) informa que o CUB da construção civil no Estado de São Paulo registrou alta de 0,28% em janeiro de 2026. Com o resultado, o índice acumula elevação de 0,28% no ano e de 4,19% em 12 meses.

No mês, os custos com materiais de construção avançaram 0,46%, variação que também se repete no acumulado do ano, já que janeiro abre a série de 2026, além de alta de 2,55% em 12 meses. A mão de obra subiu 0,17% no mês e no ano, com avanço de 5,28% em 12 meses. As despesas administrativas, que refletem os salários dos engenheiros, ficaram estáveis, mantendo alta de 6,40% em 12 meses. Com esse desempenho, o CUB representativo da construção paulista (padrão R8-N) atingiu R$ 2.129,86 por metro quadrado.

Com desoneração

Nas obras incluídas na desoneração da folha de pagamentos, o CUB registrou alta de 2,08% em janeiro. Com isso, o índice acumula elevação de 2,08% no ano e de 5,97% em 12 meses. O custo médio da construção paulista (padrão R8-N) com desoneração fechou o mês em R$ 2.057,89 por metro quadrado

Custos dos insumos

Entre os materiais de construção, destacaram-se no mês as altas do fio de cobre antichama isolado 750 V 2,5 mm² (3,58%), da bacia sanitária branca com caixa acoplada de 6 litros (2,08%) e do disjuntor tripolar de 70 A (1,68%). Em 12 meses, os maiores aumentos foram registrados na janela de correr de duas folhas 1,2×1,2 m (10,79%), no fio de cobre antichama isolado 750 V 2,5 mm² (9,48%) e no tubo PVC-R rígido para esgoto de 150 mm (8,99%), acima da variação do IGP-M no período.

O que é o CUB?

O CUB é o índice oficial que reflete a variação dos custos das construtoras, sendo de uso obrigatório nos registros de incorporação dos empreendimentos imobiliários, além de ser um importante termômetro para a variação dos custos de mão de obra e serviços. O monitoramento contínuo do Custo Unitário Básico (CUB) é fundamental para o setor da construção civil, fornecendo indicadores precisos sobre a evolução dos custos e permitindo que empresas do segmento ajustem suas estratégias de acordo com as variações de mercado. Acompanhar essas flutuações contribui para uma gestão mais eficiente, ajudando a mitigar impactos econômicos e a otimizar o planejamento de obras em todo o Estado de São Paulo.

Fonte: Sinduscon-SP — Por Rafael Montagnini — 02/02/2026

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