Escassez de mão de obra alcança patamares recordes na construção

Sondagem mostra fatores que alimentaram o aumento do pessimismo do setor no trimestre

A Sondagem da Construção da FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas de março apontou um novo pico de assinalações das empresas respondentes, no quesito Escassez de Mão de Obra Qualificada, entre os fatores limitativos – foi o maior percentual de assinalações desde outubro de 2012. Entre as empresas de Serviços Especializados, a frequência de assinalações atingiu o recorde da série iniciada em julho de 2010.

Com a falta de trabalhadores, o custo vem subindo. Em 12 meses, o INCC-M registrou alta acumulada de 7,32% até março, enquanto o componente mão de obra teve variação de 9,59%. Por sua vez, o componente Materiais e Equipamentos teve taxa de 5,96%.

Na cidade de São Paulo, o quadro parece ser mais crítico e os números são mais elevados: o ICC-SP registrou alta de 8,08%, Materiais e Equipamentos, de 6,53% e o componente mão de obra, de 10,49%, nessa mesma comparação.

A escassez de mão de obra e o aumento dos custos, além do forte choque de juros e das incertezas do cenário global, contribuíram para um aumento geral do pessimismo entre as construtoras no primeiro trimestre, comparado à percepção do mesmo período de 2024, mesmo que em março tenha havido uma ligeira “despiora” desse pessimismo.

 

Fonte: Sinduscon-SP – Por Rafael Marko – 27/03/2025

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