Por envolver o pagamento do imposto, quando a transferência para o novo proprietário já aconteceu, não são consideradas transações na qual há financiamento imobiliário em andamento.
A companhia analisou 71,4 mil transações imobiliárias que ocorreram em 2024 na cidade.
Os imóveis, novos e usados, com mais de 140 metros quadrados, foram 71,7% das vendas. Os imóveis médios, que para a plataforma são aqueles entre 91 e 139 metros quadrados, foram 14,9% do total. Já os pequenos, de até 90 metros quadrados, foram 13,4% das vendas no ano passado.
O dado contrasta com o número de vendas de imóveis novos divulgado pelo Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação ou Administração de Imóveis Residenciais ou Comerciais (Secovi-SP), onde as unidades pequenas, de até 45 metros quadrados, foram 80,6% do total vendido de janeiro a novembro na cidade — a entidade ainda não divulgou os dados de dezembro. Foram comercializadas 19,8 mil unidades com menos de 30 metros quadrados e 56,8 mil unidades de 30 a 45 metros quadrados, ante um total de 95 mil imóveis.
A faixa de até 45 metros quadrados é onde se concentram os imóveis beneficiados pelo programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), que contam com financiamento da Caixa.
Nas transações analisadas pela Loft, houve alta de 18,8% nas vendas dos imóveis com mais de 140 metros quadrados, o maior aumento entre as três categorias de tamanho. Houve, ainda, alta de 9,4% para os menores e de 6,3% para os médios.
Os apartamentos e as casas grandes também foram os que mais se valorizaram em 2024, na comparação com 2023: o preço médio transacionado subiu 6,8%, para R$ 863 mil. Nos menores, houve alta de 4,3%, para R$ 341 mil, em média. Os médios tiveram queda do valor, de 3,1%.
O bairro da Vila Nova Conceição, na zona sul, teve o maior aumento de preço nos imóveis grandes, de 53%, para R$ 4,98 milhões. “A escassez de terrenos e a alta demanda em bairros nobres da capital segue pressionando os preços dos imóveis para cima nesses endereços”, afirma Fábio Takahashi, especialista em dados da Loft.
O segundo maior aumento entre os imóveis grandes, no entanto, não fica em uma área já valorizada da cidade. Foi São Mateus, na zona leste, cujo ticket médio atingiu R$ 380 mil, alta de 43%.
Itaim Bibi e Vila Mariana, bairros da zona sul da capital paulista, foram os que geraram mais interesse em quem deseja comprar ou alugar imóveis em São Paulo em 2024, segundo a pesquisa Radar Imobilário, feita pelo DataZAP. A pesquisa se baseia nos cliques dados em anúncios de cada bairro, nos portais do grupo OLX.
O Itaim teve 3,77% dos cliques nos anúncios de venda e 8,24% nos de locação, enquanto a Vila Mariana teve 3,65% de participação nos anúncios de venda que foram visitados e 6,46% nos de locação. Abaixo, veja os cinco bairros mais procurados.
“Em uma cidade com a extensão territorial de São Paulo e a concentração de comércio, serviços e empregos em bairros mais próximos ao centro, esse movimento é esperado”, afirma Paula Reis, economista do DataZAP.
O DataZAP também constatou um aumento de 7,73% no preço de venda dos imóveis em São Paulo em 2024, acima da média nacional, que cresceu 6,56%.
O preço pedido pela locação subiu mais na cidade, em 11,51%, mas ficou abaixo da média nacional, de 13,5%.
Quem quer comprar um imóvel na idade busca mais por unidades de até 50 metros quadrados, que receberam 34% dos cliques, ou de 50 a 70 metros quadrados, com 29% da preferência.
É similar ao público do aluguel. Dos cliques dados em anúncios de locação, 31% foram para imóveis de até 50 metros quadrados, 27% para unidades de 50 a 70 metros quadrados e 24% para imóveis de 70 a 100 metros quadrados.
Bairros mais procurados para compra:
- -Itaim (3,77%)
- -Vila Mariana (3,65%)
- -Saúde (3,19%)
- -Vila Andrade (3,11%)
- -Tatuapé (2,86%)
Bairros mais procurados para aluguel:
- -Itaim (8,24%)
- -Vila Mariana (6,46%)
- -Pinheiros (4,93%)
- -Tatuapé (3,29%)
- -Moema (2,99%)
Fonte: Valor Econômico – Por Ana Luiza Tieghi — São Paulo, 25/01/2025