ICC de São Paulo aumenta 0,37%
Mais uma vez puxado pela elevação dos custos da mão de obra, o Índice Nacional de Custo da Construção–M (INCC-M) aumentou 0,36% em março, ligeira aceleração em relação aos 0,34% registrados em fevereiro. No acumulado de 12 meses até março, o aumento atingiu 5,81%, desaceleração na comparação ao acumulado imediatamente anterior até março de 2025, quando o índice acumulava alta de 7,32%.
O indicador é apurado pelo FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas), com base em informações de construtoras, apuradas em sete capitais do país. Na cidade de São Paulo, os custos da construção variaram 0,37% em março, acelerando em relação aos 0,27% de fevereiro, e acumulando altas de 1,21% no ano e de 6,65% em 12 meses.
O INCC-M apresentou aceleração em Salvador, Brasília, Porto Alegre e São Paulo. Já Belo Horizonte, Recife e Rio de Janeiro apresentaram desaceleração em suas taxas de variação.
Mão de Obra acelera
A taxa de variação do índice de Mão de Obra foi de 0,47% em março, marcando um avanço quando comparada ao valor de 0,39% observado em fevereiro.
Materiais, Equipamentos e Serviços
O grupo de Materiais, Equipamentos e Serviços subiu 0,27% em março, após alta de 0,30% no mês anterior. A taxa de variação da categoria de Materiais e Equipamentos passou de 0,30% em fevereiro para 0,28% em março. Segundo o FGV Ibre, esse movimento reflete uma desaceleração nos preços desses insumos, crucial para a execução de projetos de construção.
Dois dos quatro subgrupos que compõem essa categoria exibiram recuo em suas taxas de variação. O principal destaque foi o subgrupo Materiais para Instalação, que passou de 0,87% para 0,66%.
No grupo de Serviços, a taxa de variação passou de 0,36% em fevereiro para 0,24% em março. Esse movimento foi reflexo do item Conta de Água e Esgoto, cuja taxa passou de 2,04% para 0,63%.
Destaques
Os itens que mais subiram em março foram condutores elétricos (+2,64%), salários de encanador (+0,79%), eletricista (+0,67%) e pedreiro (+0,42%), e blocos de concreto (+0,50%). Já os itens que tiveram as maiores quedas no mês foram placas cerâmicas para revestimento (-0,80%), eletrodutos de PVC (-0,27%), tubo de concreto (-0,23%), formas de madeira (-0,21%) e tubos e conexões de PVC (-0,05%).