Indústria da construção gera R$ 484,2 bilhões no país em 2023, diz IBGE

A indústria da construção movimentou R$ 484,2 bilhões no país em 2023, a preços daquele ano, em valor de incorporações, obras e/ou serviços da construção. A informação consta da Pesquisa Anual da Indústria da Construção (PAIC) 2023, divulgada nesta quinta-feira (22) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os valores veiculados pelo instituto não podem ser comparados com edições anteriores da pesquisa, visto que o levantamento não possui deflator inflacionário, informou Marcelo Miranda, pesquisador do IBGE.

Ainda de acordo com Miranda, obras e serviços de construção representaram a maior parte da fatia movimentada pelo setor naquele ano, com R$ 461,6 bilhões do total. O técnico lembrou que incorporações, na prática, representam “o primeiro ano” de uma obra, de maneira geral. Isso porque incorporações imobiliárias são processo no qual empreendedor (incorporador) compra terreno e desenvolve projeto para construir edifícios ou conjuntos habitacionais, com o objetivo de vendê-los posteriormente.

No estudo, os pesquisadores do IBGE fizeram um verdadeiro raio-x do setor ao longo de 2023. Naquele ano, 165,8 mil empresas de construção estavam ativas, empregando 2,5 milhões de pessoas. As companhias, naquele ano, pagaram R$ 89,6 bilhões em salários, retiradas e outras remunerações.

Por atividades dentro do setor, o IBGE apurou impulso maior de serviços especializados para construção, no total movimentado na área, em horizonte de longo prazo. De 2014 a 2023, a fatia desse segmento, no total do valor de incorporações, obras e ou serviços, subiu de 17,8% para 24%.

“Foi a maior proporção para serviços especializados na série histórica da pesquisa [iniciada em 2007]”, afirmou Miranda.

Em contrapartida, também de 2014 para 2023, diminuíram parcelas de construção de edifícios, de 43,9% para 39,8%; e de obras de infraestrutura, de 38,3% para 36,3%, no total movimentado no setor.

A estrutura de custos do setor mudou pouco, em horizonte de longo prazo, informou ainda o instituto. Em 2023, os gastos com pessoal continuaram com a maior fatia no total de despesas de empresas do setor, com 49% do total – sendo que, em 2014, era de 48,1%. Também em 2023, o consumo de materiais de construção ficou com fatia de 35,9%, ante 36,2% em 2014. Já obras e serviços contratados a terceiros representaram 15,1% das despesas em 2023, ante 15,7% em 2014.

A pesquisa do IBGE é amostral, ou seja, reúne informações de grupo de empresas para mensurar cadência do setor, naquele ano. O universo da amostra abrange 25.870 empresas da área.

Fonte: Valor Econômico – Por Alessandra Saraiva, Valor — Rio, 22/05/2025

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