Inflação medida pelo Índice Nacional da Construção Civil atinge 1,54% em janeiro e 6,71% em 12 meses

A inflação medida pelo Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) subiu 1,54% em janeiro, após alta de 0,51% em dezembro, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta terça-feira (10). Em janeiro de 2025, o indicador foi de 0,51%. O resultado do primeiro mês deste ano foi o maior desde junho de 2022 (1,65%).

O indicador alcançou 6,71% no resultado acumulado em 12 meses, até janeiro, ante 5,63% até dezembro.

O custo nacional da construção por metro quadrado em outubro foi de R$ 1.920,74 em janeiro, sendo R$ 1.081,31 relativos aos materiais e R$ 839,43 à mão de obra. Em dezembro esse custo nacional totalizava R$ 1.891,63.

Assim, em janeiro, a parcela dos materiais subiu 0,27%, mesmo patamar de elevação em dezembro do ano passado, com acréscimo de 0,09 ponto percentual (p.p.) ante janeiro de 2025 (0,18%).

Já a parcela de mão de obra cresceu 3,22%, ficando 2,39 p.p. acima de dezembro (0,83%) e 2,25 p.p. a mais em relação a janeiro do ano anterior, de 2025 (0,97%). Essa alta decorre da reoneração da folha de pagamento de empresas do setor da construção civil, informou o IBGE.

Em 12 meses até janeiro, a parcela de materiais acumulou alta de 4,29%, enquanto mão de obra subiu 10,03%.

“Além da reoneração da folha de pagamento de empresas do setor da construção civil, a alta na mão de obra decorre do reajuste do salário-mínimo nacional em 2026”, informou o gerente da pesquisa, Augusto Oliveira, em nota sobre a pesquisa. “Em especial para serventes de obra, categoria profissional que teve alta decorrente da adequação a este reajuste em 11 das 27 unidades da federação”, completou.

Fonte: Valor Econômico — Por Alessandra Saraiva, Valor — Rio, 10/02/2026

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