O emprego na construção no Estado de SP, na Capital e nas Regionais

Novo produto é da Vice-Presidência de Economia

Em mais um serviço para os associados do SindusCon-SP e o mercado, a Vice-Presidência de Economia do SindusCon-SP divulga a partir desta edição um novo produto: a variação mensal do nível de emprego na construção no Estado de São Paulo, na capital paulista, nas áreas de abrangência das 8 Regionais e em 1 Delegacia do SindusCon-SP. O levantamento é feito pela FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas), com base nos dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) do Ministério do Trabalho e Emprego.

De acordo com Yorki Estefan, presidente do SindusCon-SP, “essa é uma importante ferramenta de transparência, que vai ajudar o setor da construção a entender com mais profundidade o comportamento do emprego em todo o estado. A área de Economia da entidade, em parceria com o FGV Ibre, trabalhou durante meses nesse projeto, que vem para somar e fortalecer ainda mais nossa atuação.”

Quem não mede, não gerencia. Essa nova ferramenta é fruto de um trabalho incrível desenvolvido em conjunto com o FGV Ibre, nossa parceira histórica na divulgação de indicadores importantes como o CUB e o INCC-M. Trata-se de um termômetro essencial para entender a evolução do emprego na construção, identificar o ritmo de contratações e demissões e avaliar a atratividade do mercado de trabalho em diferentes regiões do estado, que possuem características econômicas distintas entre si”, afirma Eduardo Zaidan, vice-presidente de Economia do SindusCon-SP.

Victor Bassan, vice-presidente de Interior, explica que a iniciativa também reforça o papel institucional da entidade junto aos associados e aos gestores públicos das áreas de empregabilidade e habitação: “Essa era uma demanda antiga das diretorias regionais, que têm papel fundamental no SindusCon-SP. O interior de São Paulo é extremamente pujante, mas carecia dessas informações. Com essa ferramenta, o sindicato mais uma vez apoia o setor e as empresas associadas com dados estratégicos que auxiliam na tomada de decisões.”

Os dados completos e as respectivas séries históricas estão disponíveis na aba Projetos do site do SindusCon-SP.

Ao final de junho, os dados mostravam o seguinte cenário dos postos de trabalho com carteira assinada na construção:

Estado de São Paulo – O ritmo de crescimento do emprego vem caindo desde fevereiro e teve ligeira recuperação em junho, quando foram abertos 947 novos empregos (+0,11%). No ano, foram criados 36.498 (+4,65%). Nos 12 meses até junho, houve crescimento de 1,8%. Ao final daquele mês, 820.386 trabalhadores estavam empregados no setor, sendo 351.305 em Serviços da Construção, 265.468 em Edificações e 203.613 em obras de Infraestrutura.

Cidade de São Paulo – Depois de cair em março e se elevar em abril, o nível de emprego desacelerou. Em junho, foram fechados 58 empregos (-0,01%). No ano, foram abertos 18.553 (+5,43%). No acumulado de 12 meses, o crescimento foi de 0,9%. Ao final de junho, 359.782 trabalhadores estavam empregados no setor, sendo 154.647 em Serviços da Construção, 119.857 em Edificações e 85.278 em obras de Infraestrutura.

Bauru – O ritmo de crescimento do emprego vem caindo desde fevereiro. Em junho, foram fechados 34 postos de trabalho com carteira assinada (-0,09%). No ano, foram criados 242 novos empregos (+0,69%). No acumulado de 12 meses, a queda foi de 2,9%. Ao final de junho, 35.086 trabalhadores estavam empregados no setor, sendo 8.424 em Serviços da Construção, 12.688 em Edificações e 13.974 em obras de Infraestrutura.

Campinas – O ritmo de crescimento do emprego vem caindo desde fevereiro. Em junho, foram criados 168 postos de trabalho com carteira assinada (+0,16%), totalizando a criação de 6.118 novos empregos no ano (+6,34%). No acumulado de 12 meses, o aumento foi de 5,1%. Ao final de junho, 102.613 trabalhadores estavam empregados no setor, sendo 44.652 em Serviços da Construção, 28.696 em Edificações e 29.265 em obras de Infraestrutura.

Presidente Prudente – Desde fevereiro registram-se mais demissões que contratações. Em junho, foram fechados 178 empregos (-2,03%), e no ano encerraram-se 585 (-6,39%). No acumulado de 12 meses, houve aumento, de 4,3%. Ao final de junho, 8.568 trabalhadores estavam empregados no setor, sendo 3.343 em Serviços da Construção, 3.341 em Edificações e 1.884 em Obras de Infraestrutura.

Ribeirão Preto – Após se elevar em janeiro, o emprego vem declinando. Em junho, foram encerrados 153 postos de trabalho com carteira assinada (-0,28%). No ano, criaram-se 1.174 empregos (+2,27%). No acumulado de 12 meses, o aumento foi de 6%. Ao final de junho, 52.757 trabalhadores estavam empregados no setor, sendo 19.044 em Serviços da Construção, 17.239 em Edificações e 16.474 em Obras de Infraestrutura.

Santo André (ABCD) – Após declinar desde fevereiro, o ritmo de crescimento do emprego se elevou ligeiramente. Em junho, foram criados 111 empregos (+0,23%). No ano, abriram-se 1.560 postos de trabalho com carteira assinada (+3,46%). No acumulado de 12 meses, registra-se elevação de 0,4%. Ao final de junho, 46.499 trabalhadores estavam empregados no setor, sendo 28.833 em Serviços da Construção, 13.473 em Edificações e 4.293 em Obras de Infraestrutura.

Santos – Após uma desaceleração a partir de abril, o emprego voltou a acelerar. Em junho, foram abertos 317 postos de trabalho com carteira assinada (+1,11%). No ano, foram criados 1.584 empregos (+5,81%). No acumulado de 12 meses, a elevação foi de 5,8%. Ao final de junho, 28.836 trabalhadores estavam empregados no setor, sendo 11.167 em Serviços da Construção, 11.780 em Edificações e 5.889 em Obras de Infraestrutura.

São José dos Campos – Após desacelerar em maio, o ritmo do emprego voltou a se intensificar. Em junho, foram abertos 875 postos de trabalho com carteira assinada (+1,64%). No ano, criaram-se 4.426 empregos (+9,08%). No acumulado de 12 meses, o aumento foi de 7,6%. Ao final de junho, 53.120 trabalhadores estavam empregados no setor, sendo 22.345 em Serviços da Construção, 16.322 em Edificações e 14.453 em Obras de Infraestrutura.

São José do Rio Preto – Depois de uma forte alta em janeiro, o emprego vem desacelerando. Em maio, foram fechados 260 empregos (-1,04%). No ano, foram fechados 52 postos de trabalho com carteira assinada (-0,21%). No acumulado de 12 meses, a variação foi de 1,4%. Ao final de junho, 24.648 trabalhadores estavam empregados no setor, sendo 8.835 em Serviços da Construção, 9.071 em Edificações e 6.742 em Obras de Infraestrutura.

Sorocaba – Após desacelerar em maio, o ritmo de emprego voltou a crescer. Em junho, foram abertos 122 empregos (+0,12%). No ano, abriram-se 3.473 postos de trabalho com carteira assinada (+3,78%). No acumulado de 12 meses, houve queda de 2%. Ao final de junho, 95.179 trabalhadores estavam empregados no setor, 44.105 em Serviços da Construção, 28.016 em Edificações e 23.058 em Obras de Infraestrutura.

Mogi das Cruzes – O nível de emprego, que vinha caindo desde março, voltou a crescer. Em junho, foram abertos 35 postos de trabalho com carteira assinada (+0,26%). No ano, foram criados 5 empregos (+0,15%). No acumulado de 12 meses, houve aumento de 0,7%. Ao final de junho, 13.198 trabalhadores estavam empregados no setor, sendo 5.910 em Serviços da Construção, 4.985 em Edificações e 2.303 em Obras de Infraestrutura.

Observação: Os dados são do Novo Caged. É normal que os dados sobre o nível de emprego em determinado mês sofram alterações nos meses subsequentes. Estas revisões acontecem porque muitas empresas enviam declarações com atraso, corrigem informações já prestadas ou acabam omitindo dados involuntariamente. É comum que admissões e desligamentos sejam informados fora do prazo legal ou até mesmo excluídos posteriormente pelas próprias empresas, o que impacta os resultados já publicados. Essas revisões têm como objetivo garantir que o saldo de empregos reflita com maior precisão a realidade do mercado de trabalho. Além disso, o processo envolve o cruzamento de diferentes bases de dados (como eSocial e Empregador Web), o que contribui para evitar duplicidades e corrigir inconsistências. Revisões desse tipo são práticas técnicas adotadas por órgãos estatísticos em todo o mundo e não representam erro, mas sim um aperfeiçoamento contínuo da qualidade das estatísticas.

Com informações de Rafael Montagnini

 

 

Fonte: Sinduscon-SP – Por Rafael Marko – 14/08/2025

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