Percepção sobre o momento atual deteriora e confiança do construção cai

Já a expectativa para os próximos meses ficou menos pessimista, segundo o FGV Ibre

O Índice de Confiança da Construção (ICST) caiu 0,6 ponto em fevereiro, para 94,3 pontos (pts.), menor nível desde março de 2022 (93,5 pts.). Na média móvel trimestral, o índice recuou 0,6 ponto.

Os dados são da Sondagem da Construção do FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas), com base em informações colhidas junto a de 640 empresas, entre 3 e 21 de fevereiro. A pontuação vai de 0 a 200, denotando otimismo ou confiança a partir de 100.

De acordo com Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos da Construção do FGV Ibre, a queda na confiança pelo segundo mês consecutivo traduz uma percepção mais negativa da situação corrente de negócios. A perspectiva é de que a falta de mão de obra e o aumento dos custos deverão continuar pressionando as empresas nos primeiros meses do ano.

“A sondagem também apontou uma desaceleração da atividade relativamente ao último trimestre de 2024 – cresceu o percentual de empresas que indicaram redução da atividade recente. Como as empresas também mostraram maior disposição de contratar mão de obra nos próximos três meses, essa desaceleração deve ser revertida. Os investimentos do mercado imobiliário e da infraestrutura previstos para o ano devem sustentar o crescimento da atividade ao longo do ano”, observou Ana Castelo.

Situação atual

A queda da confiança em fevereiro resultou da piora na percepção sobre o momento atual. O Índice de Situação Atual (ISA-CST), um componentes do ICST, recuou 2,1 pontos, para 93,7 pontos, menor nível desde maio de 2022 (93,4 pts.).

Os dois indicadores que compõem o ISA-CST caíram: o indicador de situação atual dos negócios declinou 2,8 pontos, para 92,8 pontos, e indicador de carteira de contratos cedeu 1,5 ponto, atingindo os 94,5 pontos.

Apesar da oscilação para baixo nesses primeiros meses do ano, o ISA-CST ainda registra ligeira melhora na comparação com o início de 2024 em médias móveis trimestrais. “De todo modo, será um ano desafiador para as empresas, uma vez que o mercado de trabalho deve continuar pressionado e a esse cenário somam-se as perspectivas de crédito mais caro e escasso”, avaliou Ana Castelo.

Expectativas

Já o outro componente do ICST, o Índice de Expectativas (IE-CST), se elevou em 1 ponto, alcançando os 95,2 pontos.

Os dois componentes deste índice subiram: o indicador de demanda prevista nos próximos três meses avançou 1,8 ponto, para 97,8 pontos, e o indicador de tendência dos negócios aumentou 0,2 ponto, chegando aos 92,5 pontos.

Utilização da capacidade

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) da Construção cresceu 1,4 ponto percentual (p.p.) e foi para 80,6%. O Nuci de Mão de Obra subiu 1,8 p.p., enquanto o de Máquinas e Equipamentos ficou estável.

 

Fonte: Sinduscon-SP – Por Rafael Marko – 25/02/2025

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