Em São Paulo, índice vai a 7,48% em 12 meses
O Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M) registrou alta de 0,25% em setembro, abaixo da taxa de variação de 0,85% observada no mês anterior. A tendência de aumento nos custos do setor de construção é reforçada pela taxa acumulada em 12 meses, que atingiu 6,61%. Esse resultado representa uma desaceleração em comparação com setembro de 2025, quando o índice acumulava alta de 7,07% no mesmo período.
Os dados são do FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas), com base em preços coletados entre os dias 21/7 e 20/8. Na cidade de São Paulo, o ICC – Índice de Custos da Construção subiu para 0,33% em setembro, acumulando 6,51% no ano e 7,48% em 12 meses.
Materiais, Equipamentos e Serviços
O grupo de Materiais, Equipamentos e Serviços subiu 0,17% em setembro, após alta de 0,33% no mês anterior.
A taxa de variação da categoria de Materiais e Equipamentos passou de 0,33% em agosto para 0,17% em setembro. Esse movimento reflete um movimento de desaceleração nos preços desses insumos, crucial para a execução de projetos de construção. Nesta apuração, dois dos quatro subgrupos que compõem essa categoria exibiram desaceleração em suas taxas de variação. O principal destaque foi o subgrupo Materiais para Instalação, que passou de 1,26% para 0,48%.
No âmbito do grupo de Serviços, observou-se uma redução em sua taxa de variação, que passou de 0,33% em agosto para 0,15% em setembro. Esse decréscimo foi reflexo do item Projetos, que viu sua taxa passar de 0,35% para 0,10%.
Mão de Obra desacelera
A variação do índice de Mão de Obra foi de 0,37% em setembro, marcando uma taxa menor quando comparada ao valor de 1,56% observado em agosto.
Custos
Os custos que mais subiram em setembro foram os de condutores elétricos (+2,34%) e salários de pedreiro (0,44%), engenheiro (+0,44%), carpinteiro (+0,44%) e eletricista (+0,43%).
Os custos que mais caíram foram os de barracão de obra/contêiner (-1,07%), tubos e conexões de PVC (-0,48%), mangueiras e caixa para mangueiras (-0,48%), placas cerâmicas para revestimento (-0,32%) e vergalhões e arames de aço (-0,27%).
Capitais
O INCC-M apresentou no mês de setembro desaceleração em cinco das sete capitais que compõem o índice: Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Porto Alegre e São Paulo. Em contraste, Recife e Salvador apresentaram aceleração em suas taxas de variação, refletindo um aumento nos custos de construção nessas localidades.
Fonte: Sinduscon-SP — Por Rafael Marko — 29/09/2026